A cultura do grátis e o conteúdo pago

por Henrique Alves | Conteúdo, Internet, Jornalismo | 16 de fevereiro 2012

A cultura do grátis atrapalha o jornalismo? Esse questionamento foi feito no painel “O futuro do jornalismo é o não jornalismo” na #cpbr5 e casou perfeitamente com o que tenho analisado. E explico. Planejando uma campanha de divulgação da assinatura digital de um jornal pude identificar que o principal concorrente é o conteúdo free encontrado facilmente na Internet. O próprio jornal em questão possui um portal com notícias disponíveis a todos. Então, como convencer ao target de que é vantajoso pagar pelo conteúdo?

Percebo que a maioria do conteúdo disponível no ciberespaço gratuitamente apresenta características de pílulas de informação. É possível se informar, mas para se aprofundar é necessário “garimpar” e encontrar fontes confiáveis para concluir uma análise. Esse poderia ser um ponto favorável ao conteúdo pago se não tivesse um “porém” muito bem colocado pela Raquel Recuero no debate: Talvez os jornais de hoje ainda não produzem conteúdo pelo o qual o público pagaria para consumí-lo online. E faz muito sentido se analisarmos o modelo de assinatura digital de jornais como Folha de São Paulo, O Globo e Estadão. Não são idênticos, mas ambos oferecem principalmente o acesso digital à edição impressa.

Desanimador? Não. Apesar do atraso dos jornais brasileiros, é possível identificar boas movimentações. Um exemplo é o lançamento do Globo a Mais. Uma publicação vespertina com conteúdo exclusivo para usuários de iPad, disponível de segunda à sexta, às 18h. A atitude do jornal em acrescentar esse produto sem alterar o valor da assinatura digital, mostra o entendimento da empresa em melhorar o modelo de assinatura.

Ao meu ver, o investimento de Jornais em suplementos para tablets é um caminho interessante, mas não a solução. Afinal, no Brasil, o consumo de jornal online acontece da seguinte maneira segundo a Comscore:

É claro que é um cenário que tende a evoluir. Mas ainda é preciso pensar em soluções inteligentes que privilegiem o conteúdo produzido exclusivamente para o meio digital, que atendam a realidade brasileira e que facilitem os argumentos de venda na hora de planejar uma campanha. =]

Vídeo de apresentação do Globo a Mais:

5 pessoas comentaram

Histórias Patrocinadas. Você é a estrela principal desse comercial.

por Henrique Alves | Facebook, Mídias Sociais | 29 de setembro 2011

Você já pensou em ser um garoto(a) propaganda? E já pensou ser garoto(a) propaganda sem receber cachê? Não? Pois se você é um usuário do Facebook muito provavelmente faz parte desse movimento. Uma das ferramentas de anúncio da empresa de Mark Zuckerberg é a Sponored Stories (Histórias Patrocinadas), que oferece ao anunciante o seu rosto e seu nome para vender a marca dele aos seus amigos. Legal, não? Eu particularmente acho ótimo e ainda usarei você para estrelar uma campanha de algum cliente.

É legítimo que as plataformas sociais gerem receita. Destacam-se aquelas que apostam em formatos menos agressivos e que não seguem a linha orkutiana de inserir da noite pro dia um banner no lugar dos nossos amigos. O Facebook investe de verdade em social e seus anúncios carregam essa característica. Veja como funciona as Histórias Patrocinadas:

1. Você curte uma página, interage com um aplicativo ou dá um check-in em algum local.

2. É gerado um histórico dessa sua atividade.

3. Essa atividade é mostrada várias vezes para seus amigos que possuem o perfil traçado pelo anunciante.

Tem um mês que a Ana Martins tenta me convencer a curtir o Bem Simples, ta pior que o “Quer pagar quanto?” da Casas Bahia. #brinks

As histórias patrocinadas não são novidades e muito menos ilegais, com certeza deve ter alguma cláusula nos termos de uso do Facebook (alguém se arrisca a procurar?) falando sobre isso. Eu, enquanto planejamento digital sou a favor e apoio soluções inteligente de anúncios. Porém, é interessante analisar o quanto as pessoas se envolvem com o mecanismo social e abstraem os interessem mercadológicos (eu ia usar “capitalistas”, mas fiquei com medo do discurso ficar esquerdista) que estão por trás das interações sociais.

comente

Caminhos para a interatividade

por Flávia Crizanto | Interatividade | 20 de maio 2011

Interatividade sempre esteve em voga nos debates que envolvem tecnologia. Cada vez mais o usuário busca participação e envolvimento. Em contrapartida, quem produz procura oferecer ferramentas e soluções para que essa troca seja possível.  Os teóricos Shaine Bowman, Chris Willis, autores do livro We Media reforçam que as ferramentas de publicação na Web e os sistemas de gerenciamento de conteúdo estão se tornando mais fáceis de instalar, implantar e gerenciar. Como resultado, milhares de comunidades em edição colaborativa têm aparecido nos últimos anos permitindo mais interatividade.

Para Giovanna de Holanda, interatividade é entendida como um conjunto de ações (e reações) dialogais entre o ser humano e um ente técnico, estabelecendo uma relação de caráter sociotécnico. Na prática sites e mídias sociais caminham a passos largos rumo à interatividade, o setor áudiovisual ainda faz importantes experimentações que podem definir quais serão as linguagens utilizadas em um futuro bem próximo.
Pra mostrar um pouco do que está surgindo por aí a Mashable fez recentemente a seleleção de 10 vídeos interativos que estão no Youtube. Um deles é este aqui:

comente
  • Página 1 de 2
  • 1
  • 2
  • >

destaques

Veja os posts mais recentes
 

categorias

video

  • Crowdfunding # Cultura e Coletividade

  • parceiros

     
    Logo Diz e Tal - Tudo sobre comunicao digital

    © 2010 DIz e Tal | Tudo sobre comunicação digital